Ledger sem maquiagem (no destaque) e com a caracterização que ele
próprio concebeu para o Coringa: uma força da aniquilação e da ruína.



O primeiro vilão que não é uma caricatura ou uma invenção pueril, mas uma verdadeira força da aniquilação e da ruína.
O mais existencialista dos super-heróis ganha, assim, um adversário que é o seu exato oposto e complemento – um niilista.
Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado.
Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado.
De certa forma, como na novela célebre concebida por Oscar Wilde, Batman seria Dorian Gray, sempre jovem e íntegro, enquanto o Coringa seria o retrato que Dorian esconde no sótão, e no qual ficam impressas as marcas de sua corrupção e degradação. A tese não é apenas que os super-heróis dependem de vilões para existir; é que eles mudam no contato com a torpeza, e não para melhor.
Fonte: VEJA - Edição 20068
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